Caros Responsáveis de todos os Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos
na Diocese de Setúbal
Em reunião de 23 de Outubro, com o Senhor Bispo, ficou decidida a realização, no dia 06 de Dezembro de 2009, de um Encontro Diocesano de todos os Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos da nossa Diocese, com início às 14,30 horas, e no Auditório da Anunciada, sito à Rua Alves da Silva, em Setúbal.
Tendo em consideração o Ano Sacerdotal que estamos a viver, o tema desse Encontro é o seguinte:
«Povo sacerdotal: celebra e vive o dom do sacerdócio»
O que se pretende é que todos os membros dos vários Movimentos e Obras existentes na nossa Diocese reflictam sobre este mesmo tema, com o auxílio, para tanto, dos textos que vão juntos em anexo
Depois, na sequência dessa reflexão, pede-se que seja elaborado um texto sintético, para ser partilhado (lido) durante os cinco minutos que, no mesmo Encontro, serão atribuídos a cada Movimento e Obra.
Quanto a esta partilha, pretende-se que seja celebrativa, com cânticos, louvor e acção de graças, feita a partir da riqueza da originalidade e espiritualidade de cada movimento e obra, e não de meras respostas às questões apresentadas, que servem apenas como sugestão para uma melhor reflexão.
Esta Equipa Coordenadora necessita que cada Movimento e Obra lhe confirme, até ao dia 15 de Novembro de 2009, a sua intenção de participar neste Encontro, e que, até ao dia 27 de Novembro de 2009, lhe seja remetido o texto da partilha que pretende fazer no mesmo Encontro, a fim de poder fazer o alinhamento das respectivas apresentações.
Poderão fazê-lo para o seguinte endereço:
José Azadinho Loureiro
Rua Camilo Castelo Branco, 98, 3-L
2910-445 Setúbal
Ou por e-mail, para:
joseazadinho@hotmail.com
gomes.santos@edp.pt
rosapereira@netcabo.pt
Solicitamos ainda que todos, em cada Movimento e Obra, se empenhem o mais possível pela comparência de todos os seus membros a este Encontro, neste Ano Sacerdotal, tão importante para todos nós.
Informem-nos dos vossos E-mails.
Com as mais cordiais saudações em Cristo.
A Equipa Coordenadora
Na tarde de Domingo, dia 6 de Dezembro de 2009, sob a presidência de D. Gilberto, Bispo de Setúbal, realizou-se no auditório da Anunciada, em Setúbal um Encontro Diocesano de todos os Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos da nossa Diocese. 14 movimentos deram-se a conhecer mutuamente e testemunharam como vivem o sacerdócio comum dos fiéis nas várias actividades apostólicas, assim como entendem o sacerdócio ministerial. Publicamos a seguir as respectivas Exposições.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sugestões de questões
Como temos vindo a tomar consciência da nossa participação no sacerdócio de Cristo?
- Como se manifestou nos nossos fundadores e se manifesta hoje em nós a consciência da dignidade e da missão sacerdotal de todos os baptizados?
- Que esperamos de específico e insubstituível dos nossos assistentes para a a animação espiritual do nosso movimento ou obra?
- Como se manifestou nos nossos fundadores e se manifesta hoje em nós a consciência da dignidade e da missão sacerdotal de todos os baptizados?
- Que esperamos de específico e insubstituível dos nossos assistentes para a a animação espiritual do nosso movimento ou obra?
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Texto enviado a todos os movimentos/obras
Concílio Vaticano II, Constituição dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
O sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial
10. Cristo Nosso Senhor, Pontífice escolhido de entre os homens (cfr. Hebr. 5, 1-5), fez do novo povo um «reino sacerdotal para seu Deus e Pai» (Apoc 1,6; cfr. 5, 9-10). Na verdade, os baptizados, pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados para serem templo espiritual, sacerdócio santo, para que (…) ofereçam oblações espirituais e anunciem os louvores daquele que das trevas os chamou à sua admirável luz (cf. 1 Ped. 2, 4-10). Por isso, todos os discípulos de Cristo (…), dêem testemunho de Cristo em toda a parte e àqueles que lha pedirem dêem razão da esperança da vida eterna que neles habita (cf. 1 Ped. 3,15).
O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade activa.
João Paulo II, Exortação Apostólica sobre a vocação e a missão dos leigos (Christifideles laici)
O exercício do sacerdócio comum pelos leigos no mundo
15. O «mundo» torna-se assim o ambiente e o meio da vocação cristã dos fiéis leigos, pois também ele está destinado a dar glória a Deus Pai em Cristo. (…) Estes não são chamados a deixar o lugar que ocupam no mundo. O Baptismo não os tira de modo nenhum do mundo; mas confia-lhes uma vocação que diz respeito a essa mesma condição intra-mundana: pois, os fiéis leigos «são chamados por Deus para que aí, exercendo a sua profissão, inspirados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais, pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade».
S. João Maria Vianey (Cura d’Ars)
O sacerdócio ministerial é essencial na Igreja
«Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia». «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu». «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. (…) (citações do Santo Cura d’Ars contidas na Carta de S. S. Bento XVI, na proclamação do Ano Sacerdotal)
O sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial
10. Cristo Nosso Senhor, Pontífice escolhido de entre os homens (cfr. Hebr. 5, 1-5), fez do novo povo um «reino sacerdotal para seu Deus e Pai» (Apoc 1,6; cfr. 5, 9-10). Na verdade, os baptizados, pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados para serem templo espiritual, sacerdócio santo, para que (…) ofereçam oblações espirituais e anunciem os louvores daquele que das trevas os chamou à sua admirável luz (cf. 1 Ped. 2, 4-10). Por isso, todos os discípulos de Cristo (…), dêem testemunho de Cristo em toda a parte e àqueles que lha pedirem dêem razão da esperança da vida eterna que neles habita (cf. 1 Ped. 3,15).
O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade activa.
João Paulo II, Exortação Apostólica sobre a vocação e a missão dos leigos (Christifideles laici)
O exercício do sacerdócio comum pelos leigos no mundo
15. O «mundo» torna-se assim o ambiente e o meio da vocação cristã dos fiéis leigos, pois também ele está destinado a dar glória a Deus Pai em Cristo. (…) Estes não são chamados a deixar o lugar que ocupam no mundo. O Baptismo não os tira de modo nenhum do mundo; mas confia-lhes uma vocação que diz respeito a essa mesma condição intra-mundana: pois, os fiéis leigos «são chamados por Deus para que aí, exercendo a sua profissão, inspirados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais, pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade».
S. João Maria Vianey (Cura d’Ars)
O sacerdócio ministerial é essencial na Igreja
«Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia». «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu». «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. (…) (citações do Santo Cura d’Ars contidas na Carta de S. S. Bento XVI, na proclamação do Ano Sacerdotal)
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