Povo sacerdotal: celebra e vive o dom do sacerdócio

Na tarde de Domingo, dia 6 de Dezembro de 2009, sob a presidência de D. Gilberto, Bispo de Setúbal, realizou-se no auditório da Anunciada, em Setúbal um Encontro Diocesano de todos os Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos da nossa Diocese. 14 movimentos deram-se a conhecer mutuamente e testemunharam como vivem o sacerdócio comum dos fiéis nas várias actividades apostólicas, assim como entendem o sacerdócio ministerial. Publicamos a seguir as respectivas Exposições.

domingo, 28 de março de 2010

Missa Crismal de 5.ª Feira Santa, no próximo dia 1 de Abril, às 10,30 horas, na Sé de Setúbal.

Estimados amigos e irmãos em Cristo:


Somos a Equipa Coordenadora que, no âmbito da programação e celebração do presente Ano Sacerdotal, foi constituída aquando do Encontro Diocesano de Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos, realizado em 6 de Dezembro de 2009, no Auditório da Anunciada, em Setúbal.

Nesse Encontro, muito participado, e subordinado ao tema: «Povo Sacerdotal: celebra e vive o dom do sacerdócio», os Movimentos e Obras intervenientes reflectiram, aprofundadamente, sobre o significado e a importância, quer do sacerdócio comum dos fiéis, quer do sacerdócio ministerial ou hierárquico, um e outro participante, a seu modo, do sacerdócio único de Cristo.

Também na sua Nota Pastoral sobre o presente Ano Sacerdotal, o Senhor Bispo nos pede que imploremos de Deus Pai o Espírito Santo, para sermos capazes de ver os sacerdotes com o olhar de Cristo, e que rezemos, em cada dia, pela sua santificação e pelo aumento das vocações.

Assim, devemos agora dar ressonância de tudo isto, designadamente do que aprofundámos sobre a pessoa do sacerdote, em particular sobre a sua dignidade de ministro ordenado que celebra os sacramentos, em benefício de toda a Igreja, na pessoa de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote,

E, no auge do Ano Sacerdotal, a Quinta Feira Santa é o momento que nos parece mais oportuno para testemunharmos ao Senhor Bispo e a todos sacerdotes, que neles vemos, à luz fé, Jesus Vivo, e que rezamos pela sua santificação e pelo aumento das vocações sacerdotais.

Por isso, vimos, novamente, à vossa presença, para apelar à participação de todos os que puderem na Missa Crismal de 5.ª Feira Santa, no próximo dia 1 de Abril, às 10,30 horas, na Sé de Setúbal.

Esta será também uma oportunidade para saudarmos, pessoalmente, no amor de Cristo, o nosso Bispo e os nossos sacerdotes, designadamente aqueles que são nossos assistentes espirituais e nossos párocos.

Assim, se puderem, pois, não deixem de vir à Missa Crismal de 5.ª Feira Santa. É um apelo que, nesta Semana Santa, vos fazemos com todo o empenho e, através de vós, a todos os irmãos que integram o vosso movimento/obra.
Uma Santa Páscoa, na alegria da Ressurreição do Senhor.


A Equipa Coordenadora

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Encontro movimentos 2009




Alguns dados Estatisticos


Segundo as fichas recebidas (umas vinte não o foram) estiveram presentes 259 pessoas distribuídas como abaixo se refere e tendo em conta o nome do movimento que os participantes colocaram em primeiro lugar no início da folha. Destas umas sessenta pessoas declararam também estão ligadas a outro movimento:

Renovamento Carismático.......106
Caminho Neo- Catec.............44
Cursos Cristandade.............16
Convívios Fraternos............22
Legião Maria...................19
Ordem Terceira do Carmo........20
Encontro Matrimonial............5
Vicentinos......................4
Grupo Bíbilico..................5
CNE.............................2
CPM.............................2
Arautos Evangelho...............2
Visitadores Cadeias.............2
Tabor...........................2
Ordem Terceira S. Francisco.....1
Jovens Sem Fronteira............1
ACI.............................1
Por identificar.................5

Com curso Superior ou frequência da Universidade umas 70 pessoas.
Por idades: havia 65 pessoas com menos de 50 anos, sendo que 21 eram dos Convívios Fraternos e 17 do Caminho; entre os 50 e 59 eram 43, entre os 60 e 69 eram 92 ; com mais de 70 eram 57 pessoas e de duas nada se apurou.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O SACERDÓCIO COMUM DOS FIÉIS

Intervenção do Vigário Geral da Diocese
Pe. José Lobato



Introdução
A Igreja tem sacerdotes, mas ela é, sobretudo, um POVO SACERDOTAL! Que quer isto dizer?

a) No Antigo Testamento
Ao Povo de Deus, no Antigo Testamento, era já reconhecido este título. Lê-se no livro do Êxodo, no contexto da aliança no Sinai: «A partir de agora, se Me obedecerdes e respeitardes a minha aliança, considerar-vos-ei como minha propriedade entre todos os povos... Sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa» (Ex 19, 5-6). E, mais tarde, em Isaías: «Sereis chamados sacerdotes de Iavé, designar-vos-ão como ministros do nosso Deus» (Is 61, 5-6).
Três aspectos deste sacerdócio comum estão sublinhados nestes textos: trata-se de uma consagração-pertença a Deus, de uma santidade essencial que resulta dessa consagração e de um serviço ("ministros") que o povo presta a Deus dando-O a conhecer aos outros povos através do bom testemunho da sua fidelidade à Aliança. Estes 3 elementos (consagração, santidade e fidelidade) são constitutivos do Povo de Deus.

b) No Novo Testamento
O Povo messiânico, o Povo de Deus da nova Aliança, nascido do Baptismo, confirmado pela unção do Espírito Santo e alimentado com o Pão eucarístico, continua a ser chamado, e agora por motivos ainda mais fortes, Povo sacerdotal.
Esta expressão, tal como no A.T., diz menos respeito a uma função e mais a uma qualidade, uma característica fundamental e constitutiva do Povo de Deus, a Igreja. A qualidade sacerdotal deste povo é uma graça, uma eleição, uma dignidade recebida de Cristo. Mais: a condição sacerdotal deste povo é fruto da identificação com Cristo. A Igreja é Corpo de Cristo: tudo o que Cristo é está na Igreja. Cristo é o Profeta, então a Igreja tem uma qualidade profética; Cristo é Rei, enquanto Senhor a quem o Pai entregou toda a criação para a recapitular e salvar, então a Igreja tem uma qualidade real enquanto integra esse Reino; Cristo é o Sumo Sacerdote da nova Aliança, então a Igreja tem uma qualidade sacerdotal.


1. Cristo Sacerdote

Em que é Cristo "Sacerdote"? É o Mediador entre Deus e os homens. A mediação está em tudo o que é, o que disse e fez. O sacerdócio de Cristo exprime-se logo na incarnação no seio de Maria e na sua apresentação/consagração no templo. Depois, no seu baptismo, na sua pregação, na sua obediência filial ao Pai e, de modo particular, no sacrifício da cruz e ressurreição.
É na sua condição humana que Jesus é sacerdote, mas o fundamento do seu sacerdócio é único: é o Filho de Deus: «não foi Cristo que Se atribuiu, a Si mesmo, a glória de Se tornar sumo sacerdote, mas recebeu-a d'Aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei» (Heb 5,5). Jesus foi enviado pelo Pai para salvar a humanidade através da sua entrega até à morte na cruz, da qual ressuscitou glorioso e pela qual nos lava do pecado e, cheio de misericórdia, nos conduz para junto do Pai, com a força do Espírito Santo. «Sim, Ele é, exactamente, o Sumo Sacerdote de que precisávamos, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, elevado acima dos céus, que não precisa diariamente, como os outros sumo sacerdotes, de oferecer vítimas, em primeiro lugar, pelos seus próprios pecados e só depois pelos do povo, porque o fez, de uma vez por todas, oferecendo-Se a Si mesmo» (Heb 7, 26-27).
Cristo é, pois, Sacerdote, na sua condição de Filho de Deus feito homem. A humanidade do Filho de Deus é "ungida" pelo Espírito Santo, está totalmente unida a Deus (união hipostática). A humanidade de Jesus é o início de um tempo radicalmente novo que já contém em si - e comunica - a eternidade bem-aventurada, a Jerusalém celeste. Esta qualidade sacerdotal de Cristo é participada por todos os baptizados: estes são libertos do pecado, santificados pela unção do Espírito, consagrados a Deus, filhos de Deus e herdeiros da eterna bem-aventurança.

Cristo é também Sacerdote na oferta de Si mesmo na cruz, no sacrifício em que Ele, sendo a vítima oferecida, é também o oferente, o Pontífice da nova Aliança que preside a essa oferta.

Na igreja a participação no Sacerdócio de Cristo tem duas modalidades que correspondem às duas dimensões do Sacerdócio de Cristo.

A qualidade sacerdotal de Cristo (humanidade consagrada a Deus e santificada pela unção do Espírito Santo) é participada por toda a Igreja, como povo de Deus. O sacerdócio comum de todos os baptizados tem uma dimensão comunitária, não individual. Cada um de nós participa no sacerdócio de Cristo enquanto membro do povo santo de Deus: povo escolhido, chamado e enviado por Deus a ser sinal e instrumento da salvação no mundo.

O ministério sacerdotal de Cristo, como oferente, pontífice da nova Aliança, que Se oferece a Si mesmo na cruz para remissão dos pecados, é exercido pelo sacerdócio apostólico: os 12 que Jesus escolheu e consagrou assim como os seus sucessores (os bispos) e os presbíteros que são cooperadores da ordem episcopal, também eles consagrados, em grau inferior, pelo Espírito Santo pelo sacramento da Ordem.

A qualidade sacerdotal da Igreja é continuamente alimentada e vivificada pelo sacerdócio ministerial, quer dizer, Cristo enquanto Pontífice e cabeça da Sua Igreja, Seu Corpo, continuamente a fortalece e renova na santidade, através daqueles que Ele chama e consagra, em continuidade com o chamamento e consagração dos apóstolos.


3. A Igreja, Povo Sacerdotal

Em Israel não havia sacerdócio sem templo nem sacrifício.
Na nova Aliança isto continua a ser verdade, mas de maneira diferente.

3.1 O templo é agora edificado com pedras vivas: «Aproximai-vos d'Ele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção de um edifício espiritual, por meio de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus, por Jesus Cristo» (1 Pd 2, 4). O novo templo em que Cristo exerce o seu sacerdócio somos nós, a Igreja! Ser povo sacerdotal é viver em união com Cristo e, n'Ele, com a Santíssima Trindade.

3.2 Na nova Aliança, o sacrifício é essencialmente a Eucaristia, na qual Cristo permanentemente Se oferece e nos oferece com Ele ao Pai. Como oferente, o sacerdócio de Cristo é sacramentalmente exercido por ministros ordenados. Como vítima oferecida, Cristo associa a Si toda a Igreja que com Ele se oferece ao Pai. Na Eucaristia estão necessariamente presentes as duas modalidades de participação no Sacerdócio de Cristo e nela está presente toda a vida dos cristãos. Dela nascem e recebem força o ser e o agir da Igreja; a ela conduzem todos os caminhos, mesmo os mais acidentados, da vida dos cristãos.

4. Consagrados a Deus

Consagrados a Deus, «já não sois hóspedes, nem peregrinos, mas concidadãos sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo Cristo como pedra angular. N'Ele qualquer construção bem ajustada cresce para formar um templo santo no Senhor, em união com o qual vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito, habitação de Deus» (Ef 2, 19-22).
A consagração quer dizer santidade. A santidade é, antes de mais e sobretudo, comunhão com Deus. A Igreja é ícone da Santíssima Trindade, espaço de santidade. A santidade de cada um de nós não é uma conquista pessoal, mas dom oferecido à Igreja. Somos santos, enquanto membros da Igreja que acolhe a comunhão de vida com Deus oferecida por Cristo. Não conquistamos a santidade fazendo boas obras; somos capazes de fazer boas obras porque e na medida em que acolhermos o dom da santidade pela participação no sacerdócio de Cristo, na Igreja.
Tal como o sacerdócio de Cristo é fruto e expressão da misericórdia do Pai que O enviou e no-lO entregou para nossa salvação, também o sacerdócio de participação, o sacerdócio comum dos fiéis a Cristo – e igualmente o sacerdócio ministerial – se exprime na caridade: na escuta atenta da Palavra de Deus; no diálogo amoroso da oração de louvor, de contemplação de intercessão; na participação consciente e activa na liturgia; na prática corajosa das bem-aventuranças; na observância dos conselhos evangélicos; no apostolado laical; na opção corajosa pela vocação a que Deus nos chama, incluindo a da consagração no celibato pelo Reino de Deus; na vida familiar; na comunhão fraterna e na missão pastoral da comunidade diocesana e paroquial; na evangelização; na caridade organizada (caritas, centros sociais, grupos de vicentinos e visitadores prisionais, pastoral da saúde…); na entrega diária da vida a Deus, incluindo, se for o caso, o martírio.
Este é o dom mais precioso que Deus guardou para nos oferecer pelo Seu Filho. Tão precioso que, para o garantir e fortalecer na Igreja, instituiu, ao seu serviço o sacerdócio ministerial. Entre as duas modalidades de sacerdócio não existe uma lógica de poder, mas de serviço.
Os ministros ordenados são mediadores de Cristo. Esta modalidade de sacerdócio não é de natureza funcional, mas sacramental. Isto quer dizer que os ministros ordenados garantem na Igreja a presença e a actuação pessoal de Cristo independentemente das suas qualidades humanas, embora estas sejam importantes para tornar mais visível a mediação que eles exercem.
Se o dom maior de Deus é fazer-nos participantes da sua própria Vida, o dom do sacerdócio ministerial não é menor, pois sem este não haveria o primeiro. Sem o sacerdócio ministerial poderia talvez ainda haver grupos de pessoas que seguissem os ensinamentos e os exemplos de Cristo, mas não haveria Igreja. Não haveria Eucaristia, nem os outros sacramentos. Com a Palavra de Deus proclamada não seria simultaneamente pronunciada a certeza de que tal Palavra se realiza no hoje das nossas vidas. Não seríamos a Igreja que saiu das mãos e do coração de Jesus, pois nos faltaria a Sua presença viva e actuante em nós e nas nossas comunidades – essa presença que nos é garantidamente oferecida através do sacerdócio ministerial.

5. Conclusão: construamos uma cultura vocacional

Na oração sacerdotal, no evangelho de S. João, Jesus pediu ao Pai por todos os seus discípulos de todos os tempos. Algumas das suas palavras referem-se aos seus apóstolos (e seus sucessores): «Pai, consagra-os na Verdade; a Verdade é a Tua palavra. Assim como Tu me enviaste ao mundo, Eu também os envio ao mundo…» (Jo 17, 17). Consagração… envio/missão… O sacerdócio de Cristo é vivido nesta dupla dimensão. Assim também o sacerdócio participado por todos os baptizados e também o sacerdócio ministerial: somos consagrados e enviados.
É na escuta íntima de Deus, descobrindo-nos por Ele consagrados no Seu amor, que descortinamos os seus desígnios sobre cada um de nós, o seu chamamento, a nossa “vocação”, ao mesmo tempo que escutamos a Sua palavra de envio, de missão.
A existência cristã, individual e comunitária, desenrola-se nestas duas dimensões: o reconhecimento do amor de Deus que nos envolve e consagra; a missão que somos chamados a cumprir neste mundo. Nem sempre, porém, vivemos este dinamismo. Nas “Bases para a Pastoral Vocacional” (Abril, 2004), os Bispos de Portugal falam de uma cultura de chamamento – ou vocacional – a criar entre nós: “passar de uma atitude da espera e do acolhimento dos que se sentem chamados e se oferecem para as diversas vocações, especialmente para o sacerdócio ministerial e para a vida de especial consagração religiosa e secular, a uma pastoral da proposta directa, do convite e do chamamento pessoal. (…) o apelo vocacional, deve ser uma acção que envolve toda a comunidade nas suas diversas expressões: famílias cristãs, grupos, movimentos, paróquias, dioceses, institutos religiosos e seculares (nºs 21 e 22).
Neste Ano Sacerdotal, agradecemos a Deus o dom do sacerdócio baptismal, no qual todos participamos da consagração e missão de Cristo. Agradecemos também o dom do sacerdócio ministerial sem o qual não seríamos Povo sacerdotal, consagrado, santificado e enviado.
Rezemos pelo nosso Bispo e pelos nossos padres. Não apenas neste ano, mas sempre, e juntemos à nossa oração o compromisso de sermos Igreja diocesana viva, Povo sacerdotal nesta Península de Setúbal, consagrado a Deus, na comunhão fraterna entre todos e na ousadia e criatividade da missão de evangelização daqueles, e são muitos, que não conhecem Cristo.
Não esqueçam, sobretudo os fiéis leigos a sua missão específica que o Papa Paulo VI deixou clarificada no memorável nº 70 da sua Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi”: “Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, actuar uma singular forma de evangelização. (…) O campo próprio da sua actividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos "mass media" e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento”.

É neste vasto e complicado mundo que os fiéis leigos são chamados a exercer o sacerdócio de que estão revestidos e para o qual foram consagrados por Cristo, desde o Baptismo. E porque é exigente e árdua tal missão, Cristo chama e escolhe hoje, como outrora fez com os primeiros apóstolos, ministros que, em Seu nome, sustentem, consolem e fortaleçam o Seu Povo, o Povo que Ele ama e por quem deu o Seu sangue na cruz.

Pe. José Lobato

MOVIMENTO DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE



O Movimento dos Cursilhos de Cristandade, é um Movimento de Evangelização inserido na Pastoral Profética, e dentro desta, na Pastoral dos Ambientes. A sua ESTRATÉGIA é a conversão das pessoas chave nos diversos ambientes (os líderes ou vértebras) para depois através delas transformar esses ambientes. O seu MÉTODO é CRISTÓCÊNTRICO, KERIGMÁTICO e VIVENCIAL. E embora a sua fundação seja anterior ao Concílio VATICANO II insere-se perfeitamente naquilo que o Papa João Paulo II viria a chamar NOVA EVANGELIZAÇÃO.

Fiel desde a sua fundação ao testemunho de uma comunhão firme e convicta com a Igreja e uma relação filial e de obediência ao Bispo Diocesano, o MCC mais do que um Serviço para a IGREJA, é UM SERVIÇO DA IGREJA PARA O MUNDO, numa atitude Pastoral da “Ovelha Perdida”, em oposição a uma Pastoral de conservação e ritualista.

Resultado de acção do Espírito Santo e de decisão dos homens, o MCC teve a sua origem em Espanha ainda antes da guerra civil, durante o período de governo republicano, quando a Acção Católica preparou uma Peregrinação Nacional, a Santiago de Compostela, com o objectivo de demonstrar que a Igreja tinha capacidade de mobilizar massas juvenis masculinas, face às organizações anti-clericais e laicizantes dominantes nessa época. Após a guerra civil a manifestação continuava a fazer sentido, face ao poderoso partido único menos permeável à influência da Igreja do que ao poder militar e económico. (A Peregrinação veio a realizar-se em Agosto de 1948).

Na preparação da Peregrinação destacou-se a figura de Manuel Aparici, Presidente leigo da Juventude da Acção Católica e depois seu Assistente Nacional, após a sua Ordenação Sacerdotal. Manuel Aparici e os seus colaboradores esquematizaram uns Cursos (Cursilhos em Espanhol) a que chamaram de “Chefes de Peregrinos” e de “Adiantados de Peregrinos”, de acordo com a idade dos jovens a quem se dirigiam, para orientar a Peregrinação em conteúdo real de Fé, com o objectivo de conseguir 100.000 jovens em Graça, em Santiago.

O Arq. José Ferragut, presidente da Acção Católica de Maiorca, convenceu Eduardo Bonin de Aguiló, nascido em 4 de Maio de 1917, pertencente a uma família tradicional católica de Maiorca, a participar no 2º curso de Chefes de Peregrinos, realizado em Maiorca na Semana Santa de 1943. Estes Cursos tinham a duração de uma semana e encontramos aqui já parte dos temas que depois viriam a ser adoptados nos Cursilhos de Cristandade.

Eduardo Bonin viveu muito intensamente este Curso de Chefes de Peregrinos. Acreditamos que o Espírito Santo lhe fez intuir que alguma coisa, simultaneamente semelhante e diferente, poderia conseguir dinamizar em Cristão não apenas um determinado acontecimento – como a Peregrinação a Santiago – mas a vida normal e diária dos ambientes reais e concretos. Desta inquietação nasceu um texto – o esquema “ESTUDO DOS AMBIENTES – que Bonin elaborou e apresentou pela primeira vez na Festa da Imaculada Conceição de 1943. A Introdução deste Tema no seguinte Curso de Chefes de Peregrinos marca o nascimento dos Cursilhos de Cristandade.

O primeiro Cursilho de Cristandade já com as orientações de Eduardo Bonin, com a duração de 3 dias, tal como hoje, foi realizado numa vivenda em Cala Figuera de 20 a 23 de Agosto de 1944. Embora os Cursilhos só viessem a ser numerados a partir do Cursilho realizado no Santuário de Santo Honorato em Janeiro de 1949 e que passou a ser designado por 1º. Cursilho de Cristandade.

Eduardo Bonin acreditava que o Evangelho é em si mesmo uma grande força e que os Cristãos vivendo em Graça podem testemunhá-la no Mundo, e levar toda a sua eficácia “revolucionária” aos diversos ambientes da vida. Os Fundamentos Teológicos que estão na origem dos Cursilhos foram confirmados pelo Concílio VATICANO II, 20 anos depois. Temos sempre presente a Exortação Apostólica “Christifidélis Laici”, publicada em 30.12.1988, onde é lançado o apelo para a NOVA EVANGELIZAÇÃO.

O primeiro Cursilho de Cristandade realizado em Portugal teve lugar em Abril de 1960 no Santuário de Fátima. Os dois primeiros Cursilhos da nova Diocese de Setúbal realizaram-se em 1977, o 33º de Homens em Abril e 18º de Senhoras, em Maio. No entanto desde Abril de 1962 que cristãos de Setúbal frequentam Cursilhos em Lisboa (o 22º e o 23º da Diocese de Lisboa).

Em 3 de Julho de 1963 realiza-se no Rodízio o 1º Cursilho da Região Pastoral de Setúbal (o 27º de Lisboa), ainda com Reitor e Responsáveis de Lisboa. Da equipa de Leigos faziam já parte 2 Responsáveis de Setúbal. A Equipa de Direcção Espiritual deste Cursilho foi constituída por 8 Sacerdotes, sendo 4 da Região de Setúbal – Os Padres Manuel Vieira, Acílio Fernandes, Manuel Gonçalves dos Santos e António Marques Crespim - Ao Padre Manuel Vieira se deve a introdução do MCC em Setúbal, tendo mantido uma colaboração total com o Movimento durante mais de 40 anos. A ele se deve também muito daquilo que os Cursilhos são na nossa Diocese.

Em Maio de 1966, o 12º Cursilho da Região de Setúbal (99º de Lisboa) foi o primeiro realizado com a equipa completa do Subsecretariado de Setúbal. De então para cá o Movimento regista uma regularidade assinalável, com uma cuidada programação de todas as suas actividades inserindo-se no tecido sociológico da Diocese, com implantação preferencial nos ambientes de trabalho.

A Escola de Responsáveis é constituída por cerca de 100 elementos, divididos em três Núcleos: ALMADA, BARREIRO e SETÙBAL. Reúne semanalmente às 3ªs Feiras, alternando uma reunião geral rotativamente em cada um dos três Centros, com duas reuniões locais dos Núcleos em separado, mas com temas de estudo idênticos.

A Direcção Espiritual do Secretariado Diocesano é composta por 2 Sacerdotes, os Padres Sérgio e João Luís a quem, além do apoio espiritual, pedimos disponibilidade. Compreendemos que a maior parte dos Sacerdotes estão muitas vezes sobrecarregados, muito principalmente se forem Párocos. No entanto um Movimento como o nosso carece muito da sua disponibilidade, o que exige da sua parte um esforço acrescido.

Vou terminar mas antes não posso deixar de referir aqui, três Sacerdotes da nossa Diocese a quem o Movimento muito deve. Dirigiram espiritualmente o MCC tendo contribuído, com o seu apoio e empenho, e o seu conhecimento, para que este tenha sido e seja na nossa Diocese, instrumento de conversão de tantos e tantos homens e mulheres e de Evangelização e de Renovação Cristã dos Ambientes. São eles o saudoso Padre Sobral, o Padre Manuel Vieira e o Padre José Aires Lobato. O muito daquilo que o Movimento é a eles se deve.

A Finalidade do MCC não é fazer Cursilhistas mas sim Cristão. Cristãos que depois fermentem de Evangelho os ambientes, a partir de dentro, à maneira do fermento no meio da massa. Mais de 5000 homens e mulheres ao longo destes anos já viverem a experiência de um Cursilho de Cristandade. Os resultados estão aí, espalhados por toda a Diocese, e nos mais diversos ambientes: Nas Paróquias; nos Ambientes Profissionais; Sociais; Políticos e até no Sacerdócio.

Henrique Matos
(Presidente do Secretariado)
mccsetubal.sec@gmail.com – Telefone 917269814

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Apresentação da Ordem Terceira do Carmo de Setúbal




Estávamos em 1147.
Um grupo de cavaleiros da primeira cruzada chega à Terra Santa.
Alguns ficam lá e a sua vida modifica-se tornando-se uma vida de oração penitência e de devoção á Virgem Maria.

Por volta de 1190, já os referidos cavaleiros vivem no Monte Carmelo, à volta da Capela da Senhora do Lugar, não muito longe da gruta onde Santo Elias se refugiou, chamavam-lhes então “ Eremitas Latinos”.

Em 1207 vão pedir ao Patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, que lhes dê uma regra de vida, regra essa que depois se torna em norma de vida.

Nessa altura o superior que os governava era eleito por todos e respeitado durante o seu mandato., ainda hoje esta regra se mantém.

Entre 1220 e 1230 os já então denominados Carmelitas são expulsos da Terra Santa tendo alguns chegado à Europa. e aí se instalando.

Por volta de 1247, era Santo Elias o pai espiritual dos carmelitas que então se tinham transformado em mendicantes, pois sem terras para cultivar tinham agora que trabalhar para viver, quando o Papa Inocêncio IV mitiga a regra de Santo Alberto, cria a regra que hoje existe e manda queimar a antiga regra.

É então eleito como Prior, em Inglaterra, o geral Simão Stock que se propõe reorganizar a Ordem.

Num momento de algum desespero, Simão Stock pede a Nossa Senhora que lhe dê um sinal que indique o caminho que a ordem deve seguir.

Na noite de 16 para 17 de Julho, Nossa Senhora aparece e dá-lhe o avental dizendo “recebe, meu filho querido, este Escapulário para ti, para a tua Ordem e para todos os que o usarem piedosamente”.

É a partir desta altura que a ordem se expande pelo mundo, utilizando, como símbolo de trabalho, evangelização e serviço aos irmãos, o avental do seu hábito, agora o Escapulário.

A Ordem do Carmo nasce em Portugal por volta de 1299, em Moura, com a construção do convento de Moura.

Foi lá que D. Nuno foi buscar os frades carmelitas para ocuparem o convento do Carmo em Lisboa.

D. Nuno escolhe os frades carmelitas por várias razões, entre elas, pela profunda devoção a Maria Santíssima e uma ligação de descendência muito forte dos antigos cavaleiros do Monte Carmelo.

S. Nuno, durante a sua vida, foi um autêntico peregrino de Maria.

Por volta de 1423 realiza-se o primeiro capítulo carmelita ao qual ele preside.

Nesse mesmo ano, e após ter distribuído todos os bens e riquezas que possuía, S. Nuno entra para a Ordem do Carmo como irmão donato.

Com a sua entrada para o convento, passou a chamar-se Nuno de Santa Maria.

S. Nuno funda, então, a Ordem dos Terceiros do Carmo em Portugal, Ordem com o espírito missionário de adoração a Maria e de ajuda aos irmãos, principalmente os mais necessitados.

No dia 11 de Maio de 1496, o rei D. Manuel assina em Setúbal um privilégio extensivo aos conventos Carmelitas Portugueses.

Por volta de 1650 – 1655 estava terminada a construção da Igreja do Carmo em Setúbal.
Esta construção foi fortemente apoiada por Vasco da Gama.

A Ordem do Carmo é fundada em Setúbal em 1674.

O nosso Compromisso tem data de 1691 e está escrito em pergaminho num volume com capas forradas de veludo carmesim e com chapas de prata nos quatro cantos e no meio de uma das capas.

Os Carmelitas de hoje não se assumem como "ordenados" nem religiosos, mas sentimos que o trabalho diário e o apostolado da oração, bem como a participação cada vez mais frequente nos actos litúrgicos, nos integram plenamente no sacerdócio de Cristo.

Temos dúvidas que, para além dos nossos fundadores religiosos os primeiros "irmãos terceiros", apesar do número importante de Santos havidos entre eles, tivessem, dum modo geral, uma consciência nítida da missão sacerdotal dos baptizados. Esta consciência só adquiriu consistência após o Concílio Vaticano II, com a percepção de que faziam parte do Povo Sacerdotal que substituirá o Povo Eleito com a Redenção trazida por Cristo.

Esperamos dos Sacerdotes amor e ausência de manifestações paternais e de superioridade ou outras formas de dirigismo. Precisamos de sentir a presença de um "irmão mais velho" – não forçosamente em idade – que nos lembre a cada momento que Cristo é, igualmente, nosso Irmão, por Sua vontade

Por ultimo queremos dizer:

Consultem a nossa página na Internet www.otcarmosetubal.org
Visitem a nossa Residência Monte Carmelo, que iniciou o seu serviço á comunidade em 01 de Abril de 2004.
Prestamos serviço nas Valências de Lar de Idosos e de Apoio Domiciliário.

CPM – Centros de Preparação para o Matrimónio

Origem do CPM
Em 1952, em França, um grupo de casais, que constituía uma Equipa de Nossa Senhora, orientado pelo padre jesuíta Alphonse d’Heilly, debruça-se sobre as carências espirituais e humanas dos jovens noivos e tenta dar-lhes resposta através de um meio acessível, cristão e pedagogicamente adequado.
Quatro anos mais tarde, depois de definida a temática e a pedagogia adequadas, estes casais fundam o CPM, que significa Centro de Preparação para o Matrimónio.
Em Portugal, o CPM inicia-se em Março de 1960, no Porto e Lisboa, comemorando, no próximo ano, 50 anos de actividade.

Objectivo e missão do CPM
O CPM destina-se a ajudar os noivos a preparar o seu Matrimónio, a compreender e a viver esse sacramento:
 mostrando-lhes um amor autêntico e gratificante dentro do Matrimónio
 fazendo-lhes tomar consciência sobre o dom do sacramento e ajudando-os a assumir os compromissos inerentes
 levando-os à descoberta do ser cristão adulto e a tomar opções correctas na vida conjugal e familiar.
Em resumo, o CPM considera ser sua missão a formação humana dos noivos alicerçada nos valores do Evangelho.

Metodologia do CPM
A metodologia do CPM assenta em três pilares fundamentais:
1. Revisão de vida dos casais
2. Diálogo dos noivos entre si e em grupo
3. Testemunho vivencial dos casais.

Uma equipa de casais começa por se reunir periodicamente, sob a orientação de um casal formador, para partilhar a reflexão que cada casal fez sobre cada um dos seis temas propostos:
─ Uma comunidade de amor
─ Matrimónio – Sacramento
─ Diálogo e gestos de amor
─ A fecundidade do casal
─ Nova situação – novas exigências
─ O amor ao longo da vida
Mais tarde, nos encontros com noivos, são propostas pistas de diálogo sobre estes mesmos temas para que os noivos reflictam, troquem impressões entre si e as partilhem em grupo, acompanhados por um casal animador da equipa CPM. No final, os grupos reúnem-se para uma partilha no plenário.
Também os casais animadores devem dar um testemunho vivencial – sem cair na tentação de dar conselhos ou lições – ilustrando, com exemplos retirados da sua vida a dois, como ultrapassaram os desafios que a situação de casados lhes proporcionou e de que forma a vivência do sacramento do Matrimónio em Jesus Cristo deu sentido à sua vida conjugal e à família por eles gerada.

Matrimónio e Sacerdócio
O Matrimónio e a Ordem são chamados sacramentos ao serviço da comunhão.
Toda a graça sacramental capacita quem a recebe para o serviço, pois o serviço dos outros e do bem comum é a essência do Mistério Pascal de Jesus, raiz de todos os sacramentos. Porém, tanto o Matrimónio como a Ordem estão orientados para um ministério específico na Igreja: o da experiência esponsal e da maternidade e paternidade, no caso do Matrimónio, e o do ministério ordenado, no caso do sacramento da Ordem. Quem os recebe celebra uma mudança de estado no interior da comunidade eclesial, passando a assumir como tarefa própria, no seu seguimento de Cristo, o cuidado social e espiritual de outros que lhe são confiados. No caso dos esposos, o cônjuge e os filhos. No caso dos ministros ordenados, a comunidade cristã concreta que são chamados a servir. É uma tarefa que os insere no zelo e desenvolvimento da qualidade das relações interpessoais que se estabelecem com o Senhor e uns com os outros. Daí o seu carácter de serviço à comunhão com Deus: de quem os esposos são sinal, um para o outro e para os filhos; de quem o ministro é sinal para a comunidade dos irmãos.
Esta comparação entre os dois sacramentos ao serviço da comunhão põe em relevo a relação que existe entre o sacerdócio ministerial – recebido pelo sacramento da Ordem – e o sacerdócio comum dos fiéis – que tem uma fonte privilegiada no sacramento do Baptismo e do Matrimónio.

O Sacerdócio comum dos fiéis no CPM
Os membros de um casal cristão, para além de serem sinal de Jesus Cristo um para o outro e de ambos para os filhos, constituindo com estes a Igreja doméstica, devem também ser sinal para os outros casais, cumprindo assim a sua missão de evangelizar.
O CPM procura alcançar este objectivo, convidando os casais animadores, com o seu testemunho, a serem fermento junto dos noivos.

Missão do Assistente de uma equipa CPM
O Assistente é um sacerdote que, em nome da Igreja, acompanha a equipa CPM, desde a sua preparação até aos encontros com os noivos.
A acção do Assistente desenvolve-se, principalmente, em três momentos:
 nas reuniões preparatórias da equipa
 na preparação dos testemunhos
 nas sessões com os noivos.
O que os casais CPM esperam do seu Assistente na fase de revisão de vida é:
 que ajude os casais na descoberta e aprofundamento da dimensão espiritual do Matrimónio
 que proporcione aos casais uma formação doutrinal na fidelidade ao Magistério da Igreja
 que ajude os casais a descobrir e assumir as suas responsabilidades evangelizadoras.
O que os casais CPM esperam do seu Assistente na preparação dos testemunhos é que os ajude a descobrir a presença de Cristo nos pedaços de vida escolhidos para serem apresentados aos noivos de forma vivencial.
Finalmente, o que os casais CPM esperam do seu Assistente nas sessões com os noivos é:
 que seja afável no acolhimento aos noivos
 que intervenha com brevidade e clareza no plenário
 que esteja atento a eventuais casos particulares de alguns noivos para com eles dialogar em particular
 que ponha em evidência os aspectos espirituais por vezes escondidos na realidade da vida quotidiana
 que dê o seu próprio testemunho, no contexto de cada tema abordado
 que presida às celebrações que se venham a realizar com a participação dos noivos.


Fontes:
 Manual CPM
 Texto sobre Matrimónio e Ordem retirado do curso de Síntese Catequética Avançada, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

apresentação do movimento dos convívios fraternos

O convívio fraterno é um encontro, com duração de três dias, que nos proporciona, a nós jovens e casais, um encontro connosco próprios, com Deus e com os outros, em ambiente de amizade e de festa. Este movimento foi fundado pelo Pe. Valente de Avanca em 1968.
Nós temos tanto, tanto….
Damos graças ao Senhor porque o nosso movimento tem por base a Eucaristia e nos ensina que sem a Santa missa a nossa fé é oca e sem sentido.
Damos graças ao Senhor por o nosso movimento gerar muitas vocações sacerdotais e religiosas, desde os padres diocesanos às irmãs de clausura.
Damos graças a Jesus pelos padres da nossa diocese, e de outras, que foram despertados para a sua vocação num convívio fraterno.
Nós temos tanto, tanto….
Damos graças a Jesus pelos religiosos e religiosas que se sentiram tocados pelo chamamento de Deus e iniciaram a sua caminhada num convívio fraterno.
Damos graças ao Senhor por todos os jovens que depois de viverem um convívio fraterno se lançaram na experiência de missão por povos mais carenciados.
Damos graças ao Senhor porque os convívios fraternos fomentam a aproximação ao sacramento da reconciliação.
Nós temos tanto, tanto….
Damos graças a Jesus por nos abençoar sempre com sacerdotes e com o seu apoio espiritual em todos os encontros do nosso movimento.
Damos graças a Jesus por se transfigurar diante de nós em cada convívio fraterno.
Damos graças ao Senhor por fazer deste um movimento que não se fecha em si próprio, mas que envia os seus membros ao sacerdócio comum junto dos outros e das paróquias.
Nós temos tanto, tanto….
Damos graças ao Senhor por em todos os convívios fraternos ser explicado aos jovens e casais a dimensão Profética, Sacerdotal e Real de Jesus e de cada um de nós, a fim de no dia-a-dia, e nos nossos diversos serviços na Igreja, sermos testemunhas de Cristo, de modo a conseguirmos alcançá-lo.
Damos graças a Jesus a família que se criou e que se vai criando em cada convívio, e que após tantos anos, muitos desses laços se mantêm tão unidos e servem de entreajuda na caminhada do dia-a-dia.
Damos graças ao Senhor pelos jovens que acederam ao desafio de ter um forte encontro com Jesus durante este fim-de-semana, na experiência de um convívio fraterno.
Nós temos tanto, tanto…. + Hino Conviva

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