Na tarde de Domingo, dia 6 de Dezembro de 2009, sob a presidência de D. Gilberto, Bispo de Setúbal, realizou-se no auditório da Anunciada, em Setúbal um Encontro Diocesano de todos os Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos da nossa Diocese. 14 movimentos deram-se a conhecer mutuamente e testemunharam como vivem o sacerdócio comum dos fiéis nas várias actividades apostólicas, assim como entendem o sacerdócio ministerial. Publicamos a seguir as respectivas Exposições.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Apresentação da Ordem Terceira do Carmo de Setúbal




Estávamos em 1147.
Um grupo de cavaleiros da primeira cruzada chega à Terra Santa.
Alguns ficam lá e a sua vida modifica-se tornando-se uma vida de oração penitência e de devoção á Virgem Maria.

Por volta de 1190, já os referidos cavaleiros vivem no Monte Carmelo, à volta da Capela da Senhora do Lugar, não muito longe da gruta onde Santo Elias se refugiou, chamavam-lhes então “ Eremitas Latinos”.

Em 1207 vão pedir ao Patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, que lhes dê uma regra de vida, regra essa que depois se torna em norma de vida.

Nessa altura o superior que os governava era eleito por todos e respeitado durante o seu mandato., ainda hoje esta regra se mantém.

Entre 1220 e 1230 os já então denominados Carmelitas são expulsos da Terra Santa tendo alguns chegado à Europa. e aí se instalando.

Por volta de 1247, era Santo Elias o pai espiritual dos carmelitas que então se tinham transformado em mendicantes, pois sem terras para cultivar tinham agora que trabalhar para viver, quando o Papa Inocêncio IV mitiga a regra de Santo Alberto, cria a regra que hoje existe e manda queimar a antiga regra.

É então eleito como Prior, em Inglaterra, o geral Simão Stock que se propõe reorganizar a Ordem.

Num momento de algum desespero, Simão Stock pede a Nossa Senhora que lhe dê um sinal que indique o caminho que a ordem deve seguir.

Na noite de 16 para 17 de Julho, Nossa Senhora aparece e dá-lhe o avental dizendo “recebe, meu filho querido, este Escapulário para ti, para a tua Ordem e para todos os que o usarem piedosamente”.

É a partir desta altura que a ordem se expande pelo mundo, utilizando, como símbolo de trabalho, evangelização e serviço aos irmãos, o avental do seu hábito, agora o Escapulário.

A Ordem do Carmo nasce em Portugal por volta de 1299, em Moura, com a construção do convento de Moura.

Foi lá que D. Nuno foi buscar os frades carmelitas para ocuparem o convento do Carmo em Lisboa.

D. Nuno escolhe os frades carmelitas por várias razões, entre elas, pela profunda devoção a Maria Santíssima e uma ligação de descendência muito forte dos antigos cavaleiros do Monte Carmelo.

S. Nuno, durante a sua vida, foi um autêntico peregrino de Maria.

Por volta de 1423 realiza-se o primeiro capítulo carmelita ao qual ele preside.

Nesse mesmo ano, e após ter distribuído todos os bens e riquezas que possuía, S. Nuno entra para a Ordem do Carmo como irmão donato.

Com a sua entrada para o convento, passou a chamar-se Nuno de Santa Maria.

S. Nuno funda, então, a Ordem dos Terceiros do Carmo em Portugal, Ordem com o espírito missionário de adoração a Maria e de ajuda aos irmãos, principalmente os mais necessitados.

No dia 11 de Maio de 1496, o rei D. Manuel assina em Setúbal um privilégio extensivo aos conventos Carmelitas Portugueses.

Por volta de 1650 – 1655 estava terminada a construção da Igreja do Carmo em Setúbal.
Esta construção foi fortemente apoiada por Vasco da Gama.

A Ordem do Carmo é fundada em Setúbal em 1674.

O nosso Compromisso tem data de 1691 e está escrito em pergaminho num volume com capas forradas de veludo carmesim e com chapas de prata nos quatro cantos e no meio de uma das capas.

Os Carmelitas de hoje não se assumem como "ordenados" nem religiosos, mas sentimos que o trabalho diário e o apostolado da oração, bem como a participação cada vez mais frequente nos actos litúrgicos, nos integram plenamente no sacerdócio de Cristo.

Temos dúvidas que, para além dos nossos fundadores religiosos os primeiros "irmãos terceiros", apesar do número importante de Santos havidos entre eles, tivessem, dum modo geral, uma consciência nítida da missão sacerdotal dos baptizados. Esta consciência só adquiriu consistência após o Concílio Vaticano II, com a percepção de que faziam parte do Povo Sacerdotal que substituirá o Povo Eleito com a Redenção trazida por Cristo.

Esperamos dos Sacerdotes amor e ausência de manifestações paternais e de superioridade ou outras formas de dirigismo. Precisamos de sentir a presença de um "irmão mais velho" – não forçosamente em idade – que nos lembre a cada momento que Cristo é, igualmente, nosso Irmão, por Sua vontade

Por ultimo queremos dizer:

Consultem a nossa página na Internet www.otcarmosetubal.org
Visitem a nossa Residência Monte Carmelo, que iniciou o seu serviço á comunidade em 01 de Abril de 2004.
Prestamos serviço nas Valências de Lar de Idosos e de Apoio Domiciliário.

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