Na tarde de Domingo, dia 6 de Dezembro de 2009, sob a presidência de D. Gilberto, Bispo de Setúbal, realizou-se no auditório da Anunciada, em Setúbal um Encontro Diocesano de todos os Movimentos e Obras do Apostolado dos Leigos da nossa Diocese. 14 movimentos deram-se a conhecer mutuamente e testemunharam como vivem o sacerdócio comum dos fiéis nas várias actividades apostólicas, assim como entendem o sacerdócio ministerial. Publicamos a seguir as respectivas Exposições.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Texto enviado a todos os movimentos/obras

Concílio Vaticano II, Constituição dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
O sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial
10. Cristo Nosso Senhor, Pontífice escolhido de entre os homens (cfr. Hebr. 5, 1-5), fez do novo povo um «reino sacerdotal para seu Deus e Pai» (Apoc 1,6; cfr. 5, 9-10). Na verdade, os baptizados, pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados para serem templo espiritual, sacerdócio santo, para que (…) ofereçam oblações espirituais e anunciem os louvores daquele que das trevas os chamou à sua admirável luz (cf. 1 Ped. 2, 4-10). Por isso, todos os discípulos de Cristo (…), dêem testemunho de Cristo em toda a parte e àqueles que lha pedirem dêem razão da esperança da vida eterna que neles habita (cf. 1 Ped. 3,15).
O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade activa.

João Paulo II, Exortação Apostólica sobre a vocação e a missão dos leigos (Christifideles laici)
O exercício do sacerdócio comum pelos leigos no mundo
15. O «mundo» torna-se assim o ambiente e o meio da vocação cristã dos fiéis leigos, pois também ele está destinado a dar glória a Deus Pai em Cristo. (…) Estes não são chamados a deixar o lugar que ocupam no mundo. O Baptismo não os tira de modo nenhum do mundo; mas confia-lhes uma vocação que diz respeito a essa mesma condição intra-mundana: pois, os fiéis leigos «são chamados por Deus para que aí, exercendo a sua profissão, inspirados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais, pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade».

S. João Maria Vianey (Cura d’Ars)
O sacerdócio ministerial é essencial na Igreja
«Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia». «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu». «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. (…) (citações do Santo Cura d’Ars contidas na Carta de S. S. Bento XVI, na proclamação do Ano Sacerdotal)

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